45. Ficha del artículo – Vol. 14 N° 2, julio-diciembre de 2016

“Ese monstruito”: Mafalda, generaciones y género en una construcción mítica

“That Little Monster”: Mafalda, generations and gender in a mythical construction

“O pequeno monstro”: Mafalda, gerações e gênero em uma construção mítica

Autor: 

Isabella Cosse, Argentina.
Investigadora Conicet-Universidad de Buenos Aires

 

Vol. 14, N° 2 pag. 1549-1561  /  DOI:10.11600/1692715x.14245210915
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Resumen (descriptivo): “De chica me llamaban ´Mafalda´ porque era muy preguntona”. Recuerdos semejantes pueden leerse en muchos blogs dedicados a la historieta creada por Quino en 1964, y muestran su significación social. En este artículo analizo, justamente, los sentidos sociales atribuidos a la edad y el género de Mafalda -el personaje- a partir del estudio de las tiras, las discusiones en la prensa y las percepciones de los lectores y lectoras en el contexto de la modernización sociocultural de los años sesenta y del ascenso neoliberal en las décadas de los ochenta y noventa. En mi hipótesis sostengo que el personaje contuvo en sus orígenes una representación desestabilizante en términos generacionales y de género, y una connotación liminal que facilitó que, décadas después, Mafalda cobrase vida y se convirtiese en un mito que otorga sentido al presente.

Palabras clave: Género, Argentina, historia (Tesauro de Ciencias Sociales de la Unesco).

Palabras clave autora: Generaciones, historieta.

 

Abstract (descriptive): “When I was a kid they called me ‘Mafalda’ because I was a very inquisitive”. Similar memories can be read in a lot of blogs dedicated to Mafalda -the comic created by the cartoonist Quino in 1964- which demonstrates her social significance. This article analyses the social meaning attributed to the character of Mafalda in relation to her age and gender through the study of the comic strips, the debates in the media and the perceptions of readers in the context of the socio-cultural modernization in the sixties and the rise of neoliberalism in the eighties and nineties. The article supports the hypothesis that Mafalda contained a destabilizing representation in generational and gender terms and resulted in a liminal connotation that facilitated that, decades later, Mafalda came to life and has become a myth that gives meaning to the present.

Key words: Gender, Argentina, history (Unesco Social Sciences Thesaurus).

Key words author: Generations, comic.

 

Resumo (descritivo): “Quando eu era pequena me chamavam de ‘Mafalda’ porque eu era muito perguntona”. Lembranças semelhantes podem ser lidas em muitos blogs dedicados à história em quadrinhos criada por Quino, em 1964, que mostram o seu significado social. Este artigo analisa, justamente, os sentidos socialmente atribuídos à idade e ao gênero da Mafalda -a personagem- a partir do estudo dos quadrinhos, das discussões na imprensa e das percepções dos leitores e leitoras no contexto da modernização sociocultural dos anos sessenta, e da ascensão neoliberal nas décadas de oitenta e noventa. Minha hipótese sustenta que a personagem conteve, desde a sua origem, uma representação desestabilizadora em termos geracionais e de gênero, além de uma conotação liminar, o que facilitou que, décadas depois, Mafalda habilitasse um jogo social que lhe outorgava vida e se convertia em um mito que outorga sentido ao presente.

Palavras-chave: gênero, Argentina, história (Thesaurus de Ciências Sociais da Unesco).

Palavras-chave autora: Gerações, história em quadrinhos.

 

 

“Ese monstruito”: Mafalda, generaciones y género en una construcción mítica